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Je t´aime moi non plus
Melancholia, a película, em doses homeopáticas: filme bruto, diretor egocêntrico. No entanto o filme perde pouquíssimo e eu permaneci sentada por mais quase vinte minutos durante o letreiro, catalisei os excessos e cai em devaneios. Lars Von Trier é um apaixonado pela espécie humana, embora pareça o contrário, com especial devoção às mulheres, deixando claro o contraste entre os gêneros na maioria de seus filmes, com Melancholia não é diferente. E aqui, Trier o faz num cenário mítico, atemporal; aborda uma catástrofe de magnitude planetária, atendo-se a uma pequena “família” e seus desajustes “cotidianos” (como no primeiro ato, por exemplo). O início é atonal e generalizado (não individualiza relações), os cortes são secos forçando algumas situações propositadamente, para no segundo ato ater-se a detalhes, ao silêncio e à fé, a lente não é mais o olhar de uma mente em aparente desajuste e o seu ponto de vista, pelo contrário, ela registra as relações, de fora delas, crua e sem compaixão nenhuma, deixando para nós as questões sobre a natureza dos acontecimentos.
Escrito por Maria Casadevall às 22h33
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Justine é lúcida demais? É a primeira a notar a insignificância e superficialidade daquele circo armado diante do fim iminente? dribla sua melancolia com sorrisos. é exuberante e cínica, talvez saiba demais. Está exausta nesta condição. Para ela o fim é uma metáfora prestes a objetivar-se. Claire é mãe, gerou, cedeu e deve zelar acima de tudo. Alimenta-se do concreto. Diante da covardia masculina, reforçada pelo diretor, ela cresce. o mundo está representado por duas fêmeas, uma criança e um cavalo. O fim é cruel, impessoal e certo, como de fato é a vida sem os enfeites da civilização e a histeria de um fim coletivo. Como seriam os últimos cinco minutos da espécie humana? Narrativa épica? Não, Pequenina. Simples como um artefato construído pelas mãos de um menino. Humanos, conformem-se: o outro é um abismo, a convivência uma firula, e a lucidez, fatal.
Escrito por Maria Casadevall às 22h32
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em frânces
Paris: uma puta triste. estou parede de útero, pedaços de placenta, restos de sangue: sou glóbulos. me desenharam os pés, também junto com mãos e anel, mas eu sempre quis: botava mãozinhas com pezinhos assim para que alguém os amasse sem pedir, sem transcender, cru, com autoridade e em silêncio. desconjuntou-se uma minhoca, e daí? era úmida e suja de terra, estou varandas: pendurada num sábado comprido como quem vai pra um domingo lento de águas remexidas e camélias na cabeça, eles suicidariam toda primavera.
Escrito por Maria Casadevall às 18h28
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no calor da confusão de um dia atribulado, o chapeiro da padaria com caneta atrás d´orelha teve de assumir as funções de balconista, D. Jandira pediu frango assado com casquinha, bem dourado, mas por descuido do novato acabou levando pra casa uma criança recém-nascida, que na falta de uma incubadora, cochilava como um anjinho no meio daquela galinhada morta.
Escrito por Maria Casadevall às 01h33
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seios rijos
pezinhos nus: o princípio do fruto maldito, somos nós. és tu, fêmea errante dos cumes verdes, seguidora de Baco, mãe das carpas! concedam o pecado ao anão, este infeliz deseja às escondidas aquela que lhe escovava os dentes imundos na tenra idade. a mulher que pariu toco, uma fracassada do gênero, toca o filho por piedade. é culpada, e só por isso ama.
Escrito por Maria Casadevall às 00h42
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breve diálogo imaginário:
EU - Eu me alimento do teu cinismo, uma felicidade infernal; já o cotidiano utilitário soa como um par de brincos de papelão vendido aos tolos a preço de ouro. Eu até os compro em alguma esquina vez ou outra, mas pelo preço que valem, papel é papel, ouro é ouro. ELA - Questão de sobrevivência da minha parte, fedelha! EU – A sua falta de escrúpulos é uma delícia e cai tão bem. ELA – A moral humana não passa de tópico assinalado num Tratado Civilizatório qualquer, e a ética como exercício desta é artigo de luxo vendido a preços exorbitantes em boutiques renomadas para entidades sérias comprometidas com o meio ambiente e o desenvolvimento sustentável. O discurso é tão bonitinho! EU – Buscam o bem geral da nação. ELA - Hum... Tem chicletes? EU - Não. (silêncio) ELA - Ficamos tão blasè, de repente. EU- Estamos prontas para a película. ELA – Qual é a tua parte? EU – A vigília. ELA – Isso tá no filme? EU – Que filme? ELA – Que você disse. EU – Não tem filme nenhum. ELA – Ah! Pensei. EU – Você gosta de cinema? ELA – Você gosta de cinema.
Escrito por Maria Casadevall às 02h29
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batatas fritas numa quinta de aniversário
uma cozinha com lajotas antigas é, sem dúvida, um lugar convidativo às lembranças. rodeada de toalhas rendadinhas, apetrechozinhos em cima da geladeira marron, filtro d´água de cerâmica, talheres de bodas, fósforos em tamanho grande e louças do tempo da mamãe, rememorou um ou outro chá dançante dos anos trinta onde encontrara Walter, "um rapaz alto, magro e bonito". esquecendo-se de disfarçar o sorriso e sem mencionar a viuvez reviveu as bainhas das tias costureiras, falou de rococós, moços, moças, grãn finos e boa família. lembrou então de Zilda, conferiu-lhe caráter promíscuo, e sem meias palavas disse (de sombrancelhas franzidas e olhar de canto) : "era bem saidinha." afinal, "ficava aos beijos nos encontros, nós não". encabulada com o silêncio e de pazes feitas com o despudor admitiu em tom solene e premonitório: "ah sim talvez zilda já tivesse sido velha um dia para saber como nos arrependeríamos um dia", hoje diria eu de Zilda ter sido a típica moça de vanguarda. no entanto arrependimentos confessos foram poucos além deste. ô tempo. sem vergonha de ligeiro. como pôde não ter piedade com uma moça de boa família bem aparentada que vestia tailleurs e estava de acordo com a moda parisiense, assim ao pé da letra. ô tempo esse viu, dos achocolatados de mamãe, é o mesmo a lhe engruvinhar o rosto e a lhe levar embora as covinhas outrora tão charmosas. como deixaste esses olhos opacos a ponto de me confundir se foram mesmo de um azul igual ao que vejo ou se isso aí é a catarata. para ela hoje, Zildas e Walters não existem mais, fazem parte de seus dois primeiros quartos de vida e agora são miúdezas à dividir com netos interessados e comilões. o bom mesmo da vida agora é poder contar sobre ela o que lhe der na telha, namorar walters, mudar os finais, execrar zildas e vestir os vestidos das tias outra vez, sem compromisso nenhum, comendo batatas fritas, feitas por ela mesma, com a neta do meio às quatro e meia da tarde do dia 17 de janeiro, uma quinta-feira, em seu octagésimo quarto aniversário.
Escrito por Maria Casadevall às 03h11
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ENTRE alguns pontos de VISTA.
Entrevista com a atriz: Maria Casadevall (satyros@uol.com.br) 1) Teve alguma dificuldade em especial para fazer o seu personagem? Digamos que tive “dificuldades especiais” ao invés de alguma dificuldade em especial (risos), mas em fato não as chamaria dificuldade, já que essas não são desejáveis, e sim obstáculos necessários. Primeiramente a evidente diferença de idade entre mim e a personagem e como usar isso a meu favor, tendo consciência de que a partir daí meu trabalho não mais falaria à linguagem realista/naturalista busquei recursos na caracterização desde maquiagem e figurino até características que se tornariam próprias dela como no gestual e na fala que correspondem a uma pessoa de idade mais avançada que a minha (23 anos). Essa pesquisa gerou frutos e me deu elementos para o resto da composição, ou seja, um obstáculo sendo bem trabalhado lhe apresenta o dobro de obstáculos a serem vencidos e assim sucessivamente desde o mais bruto até o mais lapidar deles. 2) De onde veio a idéia de palco giratório? Buscávamos um espaço físico que não fosse o usual e chegamos a cogitar que o espetáculo não se desse ali, no espaço dos Satyros 1, porém após algumas tentativas frustradas nos deparamos com a realidade de que lá mesmo ele seria feito e disso nos valemos para converter um problema em muitas idéias, ou seja : como repensar o espaço de forma dinânima e imaginativa? A partir disso, em nossos encontros diários foram nascendo idéias entre atores e diretor das “arquibancadas móveis” fazerem parte do espetáculo. 3) Seria possível apresentar este espetáculo em outro local que não nos Sátyros? O que mudaria? Objetivamente teríamos alguns problemas tal qual a impossibilidade de deslocamento das arquibancadas já que outros espetáculos além do nosso, precisam delas. Pessoalmente acredito que esse trabalho é fruto daquele espaço, tudo ali é fundamental, sendo assim eu temo que em outro lugar ele não se dê da mesma forma, com o mesmo impacto. 4) Como foi a escolha dos atores para os personagens? Passamos por um processo experimental de quase um ano. Foram reuniões diárias que começaram com improvisações incessantes (onde todo mundo pôde experimentar tudo e qualquer personagem dando diversas leituras ao texto) dando lugar à uma longa jornada de estudos teóricos, aprofundamento do autor e da obra, leitura de materiais extras, discussões, palestras e montagens de outras trupes e etc. Findo este ciclo e faltando aproximadamente três meses e meio para a estréia as personagens foram definidas pelo diretor, abrindo outro ciclo de trabalho: construção das personagens e propostas de cena. 5) O grupo já se conhecia? Já trabalharam juntos antes? O elenco é composto por “três” grupos, são eles : os “veteranos”, que estão no grupo há bastante tempo e já participaram de montagens anteriores. A “ nova geração” selecionada através de testes e workshops e que intera o elenco desta montagem desde o princípio, e a “novíssima geração” também selecionada através de testes integrando o elenco a partir dos quatro meses finais antes da estréia. 6) Há alguma preparação física? Pois parece que há cenas que exigem certa agilidade por parte dos atores? Sim, a preparação física permeou todo o nosso processo de ensaio com improvisações, ocupando em torno de uma hora no nosso cronograma. 7) Os atores participaram do processo de montagem do texto, ou recursos a serem utilizados, com sugestões? Você se lembra de alguma específica? Sim, a interação entre elenco e direção é constante e as idéias são fruto tanto das discussões feitas durante os ensaios quanto das improvisações e propostas cênicas também ocorridas durante este. É difícil apontar uma específica já que todas as sugestões passam por um processo de reciclagem dos atores e do diretor que assume a função de catalisador e organizador de idéias. 8) A utilização da projeção, por exemplo do banco da praça, assim como os jogos de luz e sombra foram bem interessantes, eles apareceram com os ensaios ou já estava tudo previamente pensado? Inexoravemlmente durante os ensaios, a única coisa previamente pensada antes do início do processo, acredito eu, era: “vamos, com paixão, conceber este espetáculo” (risos). 9) Há alguma curiosidade sobre os ensaios ou durante as apresentações que gostaria de comentar? Me repito dizendo que são tantas que ficaria difícil destacar uma só! 10) Qual a sua perspectiva para o futuro? Ter sempre uma perspectiva para o futuro. (risos) É isso que me move: a paixão pelo o que faço neste exato momento e a infinidade de coisas que tenho a aprender e conquistar. Que eu possa sempre viver do que acredito, a arte e suas vertentes.
Escrito por Maria Casadevall às 16h54
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HDMI (livre de gordura trans)
vi, numa esquina de cores falidas, mulher nariguda de apenas um seio á mostra fumando cigarros cansados. na mão direita sustentava um cachorro engraçado da raça pincher com uma de suas patas engessadas. "la noche passada fue sangrenta chica". assim me disse ela de olhos arregalados e puxadíssimo sotaque castelhano enquanto o representante coxo da espécie canina me fitava de soslaio. ali tudo era deliciosamente cafona. aquela chica era puro filme de rolo e suas cores gastas contrastavam com a frívola qualidade digital em HDMI, da qual o globo terrestre parece embuído até as orelhas. há tempos não via verdade como a dela, me pareceu impiedosa (impiedosa: palavra com cara de abajour de luz amarela a iluminar as páginas de um livro-de-sebo cheirando a velho num quarto de "motel beira-de-estrada" servindo de parada para um jovem mochileiro curioso devorando avidamente um exemplar de "On The Road" apadrinhado por Kerouac, um autêntico Beat marginal dos idos de 60) enfim a palavra i-m-p-i-e-d-o-s-a não nos é mais permitida afinal vivemos a geração do progresso. estamos em busca do desenvolvimento sustentável. fazemos dietas, comemos ração humana, andamos de bike aos sábados, somos felizes e livres de gordura trans. sem falar no espírito aventureiro incentivado pelo mercado turístico nos oferecendo "desbravar o mundo" num reveillón abarrotado na times square seguido por um cruzeiro classe B de três andares com a CVC. u-lálá.
Escrito por Maria Casadevall às 00h37
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une chanson en français
coisa boa de botar os olhos naquela hora eram os lábios dele manchados de vinho-velho-seco: assimborDÔ. já suas lágrimas abarrotadas no limiar dos "cílios debaixo" nunca lhe couberam tão bem. ela lhe retribuiu a beleza das lágrimas de infante em alguns minutos a desejar. daí traiu sem tempo aquele silêncio vesgo : ELA - eu nasci dizendo eu te amo ELE - repete ELA - eu nasci dizendo eu te amo ELE - repete. diz outra vez! ELA - eu nasci dizendo eu te amo (ri abafado com o rosto enfurnado no travesseiro. repleta de "graça libre") ELE - você nasceu ouvindo que te amam. eu vim pra te dizer. (...) (enquanto ela ri debochada em meio aos travesseiros, ele acende um cigarro e sai) ELA - (aos berros em direção à porta) como você é previsível! (em tom baixo para si mesma quase sorridente) merda. ela vai até a janela. ele vira a esquina. de nuca fresca e ombros esguios descobertos, entorna o resto do vinho que ele esquecera no parapeito da janela aberta. um tanto mestiça e com ar triste de natal solene ela troca o vinil com a ponta dos dedos na vitrola bordô cantarolando à vontade, de pés descalços, a última canção do LADO B: une chanson en français.
Escrito por Maria Casadevall às 17h25
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tomei pra mim.
de um poetinha danado e quase vagabundo.escreveu sobre o que há de essência genuína nos bastidores de um espetáculo experimental. e eu li : " [...] percebendo os seios nus das atrizes meio prontas e sentindo o cheiro de maquiagem recém passada." o belo ésempresimples.
Escrito por Maria Casadevall às 00h29
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embriaguez.
tomei um porre: líquido amniótico. minha placenta está em paulatino processo de recuperação.
Escrito por Maria Casadevall às 23h57
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tôássimsêca
e ponto.
Escrito por Maria Casadevall às 02h13
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catavento colorido na varanda sem ninguém
au revoir mestre Alberto Guzik.
Escrito por Maria Casadevall às 01h42
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dióxido de carbôno ou a puta um pouco alegre
mancebos.tumores.necroses e professores.enfurnei certa de algumas vírgulas em recipiente cor-de-velho. mexi bem para obter massa homogênea. evitei receitas. foram incontáveis colheradas de mocidade em pó, soluços moídos a contento e fartas pitadas de cirandas clandestinas. bem tolinha acendi velas e sentei à mesa sorrindo largos dentes brancos à espera. absorta na prataria dei-me de presente numerosas mentiras confortáveis e quase repleta notei que de alegre esqueci por algumas horas de levar os ingredientes ao forno. levantei-me de súbito, forcei as pálpebras, cerrei os lábios (estimulando produção acelerada de saliva), apertei as mãos e foi o que me ocorreu: "TOMARA eu tenha lembrado de ao menos aquecer a parafernália". nem sinal da quentura. entreabri os olhos e aquele lugar nem de longe lembrava a sala-de-comer onde eu estivera repleta à espera momentinhos atrás. os dedos dos meus pés agitavam-se trêmulos sobre uma tal lajota branca-lisa e gorda que pusera-se não-sei-como no lugar da madeira-quente que estivera bem ali agorinha mesmo. daí sem precisar conferir podia jurar que eles, os meus dedos, naquela hora estavam bem mais finos do que de costume. era o frio indecente tomando o meu corpo. patética, imóvel e sem a menor demonstração de bravura evitei pender o pescoço temendo dar-me conta de que meu corpo também estivesse nu a exemplo dos meus pés. ali eu quis muito reencontrar um forno pré-aquecido e só. mas o único calor vinha da minha língua morna a passear no céu da boca ainda repleto de farinha empelotada umedecendo as gengivas finas e desanuviando a fronte tensa de pavor. tive rompantes de coragem e soltei meus lábios cerrados até então. era tão insuportável o hálito de ovo crú misturado à papa da farinha seca, que esbugalhei os olhos já vesgos e prendi a respiração. por alguns segundos experimentei a benção do dissabor. (preterindo descaradamente a semântica em favor de uma fonética lúcida ao conferir à essa palavra sentido de "ausência absoluta de paladar") vagarosa desavesguei os olhos e perdi o avermelhado típico dos que não respiram: me livrei histérica de toda aquela impertinencia carbônica. respirei trêz vezes bem fundo e gargalhei escancarada. minhas narinas esbaldaram-se em abundância oxigênica arrebatadora.daquelas todas eu era das putas a mais bêbada e mesmo com crostas de farinha nos dentes: a mais sabida. e nem por isso a menos triste.
Escrito por Maria Casadevall às 02h57
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